A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) traz o boletim da atuação da Defensoria Especializada em Direitos Humanos, Coletivos e Socioambientais (DPDH) e do Núcleo Psicossocial, em prol da população em situação de rua de Minas Gerais durante o mês de novembro.

A atuação busca garantir a dignidade da pessoa humana e a efetividade dos direitos fundamentais recebendo denúncias, apurando e atuando judicial e extrajudicialmente em casos de violação de direitos humanos.

No dia 1° de novembro, a DPMG, em parceria com a Paroquia Nossa Senhora da Consolação e Correia e com o Projeto Mãos na Massa, atuou no atendimento de pessoas em situação de rua no Colégio Santo Agostinho de Belo Horizonte. A iniciativa fez parte das celebrações do Dia Mundial dos Pobres e acolheu pessoas em situação de vulnerabilidade com diversos serviços, atividades e atendimentos. 

A defensora pública Rachel Aparecida de Aguiar Passos, titular da DPDH, esteve à frente nas atuações em alusão ao Dia Mundial dos Pobres.

Atuação da DPMG no Colégio Santo Agostinho 
Defensora pública Rachel Passos (à esquerda) acompanhada pela Des. TJMG, Maria Luiza de Marilack   

No dia 9 de novembro, a Defensoria Pública prestou atendimento na IV edição da Jornada Mundial dos Pobres do Uniarnaldo. Durante o evento, as pessoas em situação de vulnerabilidade foram acolhidas e tiveram acesso a café da manhã, lanche, almoço, roupas, kits de higiene pessoal, demais atividades de bem-estar e orientações jurídicas.

Atuação da DPMG na IV edição da Jornada Mundial dos Pobres do Uniarnaldo 

Projeto Rua com Dignidade – Promoção e Proteção de Direitos Humanos 

Nos dias 13 e 14 de novembro, a Defensoria Pública participou do Projeto “Rua com Dignidade – Promoção e Proteção de Direitos Humanos”, desenvolvido pela Defensoria Pública da União (DPU) com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e com parceria da DPMG e da Defensoria Pública de São Paulo (DPESP). A iniciativa é voltada à promoção de políticas públicas e a qualificação do atendimento à população em situação de rua e aos catadores e catadoras de materiais recicláveis.   

A programação contou com uma visita técnica no Centro Pop Leste de Belo Horizonte, uma capacitação teórica e um mutirão de atendimento na Arquidiocese São José. 

O encontro aconteceu no dia 13/11 e teve a finalidade de conhecer o equipamento de acolhimento das pessoas em situação de rua e discutir medidas para garantir o fluxo do curso de formação realizado no projeto “Rua com Dignidade”.    

Diretor da unidade, Elerson da Silva (1° posição à esquerda) e demais defensores e defensoras da DPU, DPMG e DPESP

Ainda no dia 13 de novembro, a Defensoria Pública mineira sediou a abertura do curso “Rua com Dignidade – Promoção e Proteção de Direitos Humanos”. O evento foi voltado para a capacitação e formação da primeira turma de defensores e defensoras da DPMG, DPESP e DPU para o atendimento da Pop Rua. 

Abertura da formação “Rua com Dignidade – Promoção e Proteção de Direitos Humanos” no auditório da DPMG

Para encerrar a programação na capital, a Defensoria Pública de Minas, em parceria com a Arquidiocese de Belo Horizonte e o Vicariato Episcopal para a Ação Social, Política e Ambiental, realizou o Mutirão de Atendimento no Dia Mundial dos Pobres (14/11). A iniciativa realizada no Santuário São José, no centro da capital, atendeu quase mil pessoas em situação de rua.   

Defensora pública Rachel Passos (à esquerda) acompanhada pelo defensor público da comarca de Betim, Jonathas de Mello, pela assessora da DPDH, Maria Ramos, pelo defensor público da DPESP, Mário Moreira e pela secretária da DPDH, Emília Roberta Almeida

A Defensoria Pública de São Paulo também participou do projeto “Rua com dignidade”. A programação iniciou no dia 24 de novembro com uma palestra no auditório da DPESP. O evento teve como objetivo dar continuidade a formação da primeira turma de defensores para o atendimento da Pop Rua, do eixo DPMG, DPESP e DPU.

Defensores, defensoras públicas e técnicos das Defensorias Públicas do Estado de Minas Gerais, São Paulo e da União durante a palestra em São Paulo

Ainda no dia 24, a DPESP realizou uma visita técnica no Centro de Referência Especializado para a População em Situação de Rua (Centro POP) da Barra Funda em São Paulo. Por fim, no dia 25 de novembro, ocorreu o Mutirão de Atendimento no SEFRAS – Ação Social Franciscana, mais conhecido por Chá do Padre. A ação reforçou a continuidade dos atendimentos no eixo de São Paulo e Minas Gerais, através da atuação da Defensorias parceiras.

Defensores e Defensoras Públicas e Técnicos da DPSP, DPMG e DPU em atendimento durante o Mutirão

Direitos da População em Situação de Rua

Encerrando as atividades do mês de novembro, a DPDH marcou presença no IV Congresso das Câmaras de Estudo da DPMG. O encontro teve como finalidade integrar as equipes, alinhar entendimentos e consolidar a produção técnico-jurídica das Câmaras de Estudos. 

Durante dois dias, 27 e 28 de novembro, a programação reuniu temas estratégicos que integram a rotina da Defensoria Pública, abrangendo frentes como Igualdade Étnico-Racial, Gênero e Diversidade Sexual; Infância e Juventude; Estudos Institucionais e Controle de Constitucionalidade e Convencionalidade; Métodos Adequados de Solução de Conflitos; Direito Civil e Público; Direitos Humanos e Tutela Coletiva; Direito Criminal e Processual Penal; Execução Penal; e Tutela das Famílias. 

Durante o congresso, a defensora Rachel Passos ministrou a palestra com o tema “Acesso aos direitos da população em situação de rua À luz da ADPF 976: vivências, experiências e desafios”. Na ocasião, também houve a participação de demais defensores e defensoras públicas, servidores da DPMG e colaboradores de instituições parceiras.  

Defensora pública em atuação na Defensoria Pública de Direitos Humanos 

Outra atuação de destaque foi a participação da defensora pública Rachel Passos em uma entrevista concedida ao programa Fantástico da rede Globo no dia 30 de novembro, tendo como foco projetos higienistas e a inconstitucionalidade do Projeto de Lei 227/2025 da Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte.  

Na ocasião, a DPDH manifestou preocupação com a escalada do PL  227/2025 que visa encaminhar as pessoas em situação de rua da capital mineira às cidades de origem. O projeto configura-se como prática higienista e de cunho institucional, uma vez que desconsidera os vínculos construídos em Belo Horizonte, as razões complexas da migração e a responsabilidade do município em garantir direitos a todos que nele residem, conforme prescrito na Constituição Federal. 

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Júlia Coelho — Estagiária sob supervisão da ASCOM